sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Santa Casa entra com 200 milhões no Montepio e compromete futuro da Instituição e da sua missão

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A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa vai entrar com 200 milhões no Montepio, jogando um jogo muito arriscado para salvar um banco falido. A missão da santa não é esta. salvar bancos não é missão da uma Instituição como a SCML
Ou muito me engano ou veremos as consequências desta entrada nesta área de negócio daqui a ins tempos. E vai ser rápido.
O melhor é chamar a esta nova mistura a Santa do Montepio...

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Manuel Delgado, o moralista preocupado com o absentismo na saúde, afinal recebia 3000 euros como consultor da Rarissimas

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Geralmente é assim: grandes moralismos e depois puf vai se a ver são uns grandes tangas.
O ex secretário da saúde andava preocupado com a as baixas dos trabalhadores da saude. Que era um escândalo, meu Deus, um escândalo   nacional, dizia.
Não se preocupava que os trabalhadores da saúde fizessem 16 horas seguidas devido á falta de pessoal ,ou estivessem 18 dias seguidos a trabalhar sem folgas .
Mas agora apanhado como consultor- tadinho- da Rarissimas também por aqui consideramos um escãndalo nacional e internacional que andasse a receber 3000 euros Mês para consultar sabe se lá o quê....na Rarissimas

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Raríssimas as restantes IPSS...uma zona nebulosa Infiscalizável...



Caros, por motivos alheios ao que intressa para aqui acompanhei IPSS durante vários anos. E concluí ao fim de algum tempo:

- São infiscalizáveis - podem se fazer queixas à ACT ou ASAE outras entidades que ninguém faz nada...durante a troika a ASAE, por despacho,  foi impedida de fiscalizar certas cozinhas.

- São impenhoráveis- mesmo havendo dívidas não podem ser penhoradas... tadinhas

- São apologistas do trabalho voluntário ...

- Têm direções ( agora já podem  receber ordenados) sempre muito "amigas" dos trabalhadores

- Têm um discurso para fora e uma prática interna contrária à sua conversa solidária

- As direções conmtratam muitos familiares , pois a lei não impede tal prática.
Há IPSS que têm lá muita gente de família... Como não é ilegal pagar mais do que a tabela mínima, paga-se mais um pouco aos familiares taditos.

- São injustas regra geral

- Previligiam entrada de utentes que pagam prestação máxima, em deterimento dos verdadeiros pobres ( são já para utentes de classe média)

São em muitos casos um local onde se junta uma certa "mafia social" e onde...

 A prática de venda de material ( roupa, por exemplo) que seria para dar é um exemplo corriqueiro.

São locais com pouquissima democracia em alguns casos autênticas ditaduras

Enfim deram lhes proteção e palmadinhas nas costas , agora aguentem os monstros .

Com o tempo muitos filmes de terror e de abuso das direções de IPSS vão ser conhecidas-


sábado, 9 de dezembro de 2017

E o meu abraço Marcelo?

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Já perdoei ao Marcelo os seus Comentários anti função Pública , durante os seus comentários na TVI. Agra sinto me discriminado porque serei dos poucos portugueses que ainda não fui abraçado...

Foto de TVI24.

domingo, 3 de dezembro de 2017

Peito- HMB


Mário Centeno líder do Eurogrupo ou a clarificação de um certo amor pela austeridade

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Digam o que disserem , o que há hoje em dia é uma austeridade que continua, mais leve, mais bem embrulhada em grande expetativas, que depois se desvanecem...assim também é a europa , prometeu muito mas depois saiu bem amarga. Por isso é uma lição o facto de Mário Centeno poder ser líder do eurogrupo.A lição de que partidos à esquerda do PS ( PCP ee BE) , com o seu apoio, serviram a lógica da UE...Curioso não?

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

É bom o que é bom para os mercados? lições do chile ( do blog, Entre as Brumas da Memória)

TERÇA-FEIRA, 28 DE NOVEMBRO DE 2017

É bom o que é bom para os mercados? Lições do Chile


“Um governo apoiado por Bloco de Esquerda e PCP é mau para o país, porque será mal acolhido pelos mercados”. Este foi o argumento usado até à exaustão pela direita antes da constituição da atual maioria parlamentar. Como sabemos hoje, o argumento era falso. A subida das taxas de juro e do custo de financiamento da economia portuguesa não se verificou. Os apoiantes do novo governo apressaram-se a inverter o raciocínio formulado pela direita: o governo não é mau porque foi bem acolhido pelos mercados. Embora compreensível no quadro das necessidades de ganho imediato no debate político (eu mesmo não me escusei de o usar), este posicionamento encerra ameaças lógicas que não podem ser ignoradas. Afinal, se os mercados tivessem reagido mal e as taxas de juro subido, este seria um mau governo?

Os economistas Daniele Girardi e Samuel Bowles acabam de publicar um estudo sobre a reação do mercado bolsista chileno à eleição de Allende e ao golpe militar de Pinochet. No primeiro dia de transações após a eleição de Allende (8 de setembro de 1970) os títulos perderam 22% do seu valor, que só viria a estabilizar no final desse mês, após perdidos 48,6 pontos percentuais do valor bolsista inicial. Em esclarecedor contraste, no primeiro dia de transações após o golpe militar de Pinochet (17 de setembro de 1973), a cotação bolsista cresceu quase 80 pontos percentuais – 67 pontos percentuais, se descontada a elevada inflação dos dias em que a bolsa esteve suspensa - a maior valorização diária realizada até hoje na bolsa de Santiago. Utilizando métodos estatísticos sofisticados, que não vale a pena aqui detalhar, os autores concluem aquela que é a primeira intuição ao olhar para os dados: as variações súbitas nos valores das ações foram causadas pela mudança de regime político, não se encontrando evidência de que outra explicação, como a variação dos índices bolsistas internacionais ou o preço de transação das mercadorias das empresas chilenas, possam estar na sua base.


A conclusão é, pois, tão crua como parece à primeira vista: os mercados reagiram mal a um governo democraticamente eleito com um programa sustentado no progresso económico e social da população e reagiram bem (muito bem) a um golpe militar de inspiração fascista, que matou e encarcerou os seus opositores, suprimindo todas as liberdades políticas.

Esta ilustração de um dos episódios internacionais mais negros para a história da democracia e da esquerda deve recordar-nos do óbvio: elevar os mercados a referencial político moral, com capacidade de discernir entre o que é bom e o que é mau, é um erro. Os mercados não são uma entidade abstrata que se rege pelas leis “naturais” do desenvolvimento económico. Por detrás do movimento dos mercados existem pessoas concretas, cujas visões e interesses podem não estar – e amiúde não estão – alinhados com os interesses do povo que elege democraticamente os seus representantes. No Chile era uma pequena classe proprietária que receava a redistribuição da riqueza e a nacionalização das suas empresas; em Portugal, são as instituições internacionais e os investidores privados que, após forçarem uma arquitetura institucional que forçou o endividamento público, se preocupam agora unicamente com a capacidade de pagamento do Estado português, não olhando ao interesse social e económico das populações.

Procurar ver na reação dos mercados um indicador de boa governação, comprando a retórica da direita, é tentador no imediato. O ministro Mário Centeno usa este instrumento de argumentação política na maioria das suas declarações. Mas os perigos que representa a prazo podem mais do que superar os ganhos presentes. Quando um governo de esquerda se vir confrontado com a escolha entre o progresso económico e social e o interesse dos mercados (e isso vai acontecer), uma decisão ao encontro do interesse das populações poderá provocar uma reação negativa dos mercados. Nesse momento, um governo que escrutinou o seu sucesso pela reação dos mercados estará politicamente manietado. A prazo, só a direita pode ganhar em elevar os mercados a referencial moral. A esquerda que sabe que a escolha entre o Estado Social e o interesse dos mercados é apenas uma questão de tempo não se pode esquecer disto. Andar à boleia da retórica da direita para atingir ganhos imediatos pode custar-nos muito caro no futuro.